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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, TREMEMBE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Cinema e vídeo, meus amigos MSN - f_blasquez@hotmail.com |
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São Paulo está se tornando uma cidade ridícula.
Sim, esse post vem continuar uma série de posts falando da necessidade das pessoas em se tornarem altamente especiais.
Acabei de ler que os ingressos pros shows do Moby no Brasil estão à venda. Fui ler a matéria pra ver os preços. E quase tive uma crise de risos. Quase, porque a coisa é tão absurda, e tão chocante, que a revolta é mais forte do que o riso. R$300,00 para ver um show. Ok, o cara é legal, e faz uma música decente numa época em que praticamente ninguém sabe mais fazer isso. E algumas pessoas vão gritar de longe "hey, mas é open bar de cerveja!". Espera aí! Quem bebe R$300,00 de cerveja numa noite? Provavelmente ninguém. Porque quem bebe incontrolavelmente ainda tem o bom-senso (?) de procurar um lugar barato pra beber. E, certo, não são R$300,00 de cerveja. São R$160,00, porque depois desse absurdo, ele vai fazer um outro show na Barra Funda, com ingressos à R$140,00. O que ainda acho caro. Bebel veio fazer shows essa semana e custaram R$150,00.
E esqueci de dizer. O primeiro show do Moby é no apavorante Hotel Unique. Só o nome do lugar já me apavora. Ele é realmente lindo arquitetonicamente. Mas Unique? Eu juro que eu quero conseguir entender a necessidade das pessoas de se sentirem tão únicas e especiais, e que as levam a pagar R$300,00 reais num show, com open bar de uma bebida com cor e gosto de urina. Ou a defender uma pessoa que sonega impostos, mente, frauda e, porque não, rouba da população, só pelo fato dela ter uma empresa única no mundo, que chocou até os americanos e toda a sua megalomania. Sim, estou falando da Daslu. Porque ela também faz parte do mercado de únicos que está sendo criado por aqui. Talvez nós já estivéssemos acostumados com isso, já que vínhamos ouvindo falar da loja há anos, e não estranhamos a inauguração de uma mega-loja de luxo. Mas se os americanos, com toda a grandiosidade a que estão acostumados, se chocaram com a existência disso, a questão deve ser repensada rápido.
Eu não vou ao show do Moby, como não fui no da Bebel. Só espero que o U2 venha pra cá a preços razoáveis. Ou não. Talvez seja melhor nem virem. Não quero me decepcionar mais uma vez.
Apesar da dor de cabeça, vou tentar escrever.
Esses dias andei ouvindo algumas coisas, e me lembrei de outras coisas.
Semana passada (ou retrasada) passei (quase) todas as mp3's que estavam no PC pra CD's. Como um bom ser compulsivo, ou metodista, como alguns diriam, é claro que só gravei aqueles cds que estavam no PC completos, com todas as músicas, porque eu odeio coletâneas prontas. Coletânea é uma coisa que se faz na hora, com todos os cds ao mesmo tempo, colocando um de cada vez pra escutar aquela faixa específica. E dá um trabalho dos infernos, mas essa é a parte mais legal. Principalmente se você está dirigindo. Porque você passa a ter alguma coisa pra fazer enquanto fica preso no trânsito da Rebouças, que nossa amada ex-prefeita fez o favor de largar no mais completo caos. Digressões à parte e voltando aos CD's, eles foram gravados, e o lugar onde eu mais ouço é no carro. E é lá também que eu mais penso sobre coisas nada a ver. Ou tudo a ver. Como ouvir a trilha de Kill Bill e lembrar que a cena de abertura do vol. 2 seria o primeiro lugar numa lista de melhores cenas de abertura.
Então vamos à lista!
1 - Kill Bill vol. 2 - Uma Thurman e Quentin Tarantino. Precisa dizer mais alguma coisa? Alguém mais na face da Terra, ou no resto do Universo, seria capaz de escrever um texto daqueles? Não! Um texto somente comparável ao discurso proferido por O-Ren Ishii no Conselho do Crime de Tokio, segurando a cabeça de seu (ex-) companheiro de crime nas mãos. Sem contar que a cena é toda em P&B. Só a Uma, um carro, e um fundo absolutamente fake de uma paisagem se movendo.
2 - Pânico - Digam o que quiserem, mas ver a cena de abertura de Pânico é melhor do que ver muito filme.Toda a idéia em que se baseia o filme está ali na abertura: a mocinha peituda e burra, os telefonemas, o jogo, a perseguição, e a morte. Perfeito! Fora o fato de ser a Drew estrelando essa cena. Uma pena que as seqüências perderam todo o clima do primeiro filme, utilizando uma motivação mais fraca, e uma seqüência lógica na ordem dos assassinatos.
3 - Goonies - Ok, eu sou suspeito pra falar desse filme. Mas não coloquei em primeiro, mesmo porque não acho a melhor de todas as aberturas, apesar de achar muito... divertida. Primeiro a fuga de um dos Fratelli. E após essa pequena introdução aos vilões (o filme já começa mostrando os vilões!), a apresentação dos outros personagens. Só resta saber se a perseguição aos Fratelli é o pano de fundo pra apresentação dos personagens (pra quem não viu o filme, a câmera vai atrás da perseguição, e mostrando os personagens do filme, que estão em locais por onde os carros passam), ou a apresentação é o pano de fundo pra perseguição.
Os 3 filmes têm músicas muito boas também. Kill Bill acho que dispensa comentários. E por Kill Bill eu entendo os dois volumes, que formam um filme só. Da música de abertura (Nancy Sinatra, vol. 1), à de encerramento (Shivaree, vol.2) todas são maravilhosas. Aí está um cara que sabe como fazer uma coletânea. Pânico tem bons rocks, a trilogia toda, mas acho que a melhor está mesmo no primeiro, Alice Cooper, School's out. E Goonies tem a música mais anos 80 de todo '80, Goonie's 'r' good enough, com a Cyndi Lauper. Um caso de ajuda mútua: a música faz você lembrar do filme imediatamente, e pensou em Goonies, pensou em Cyndi Lauper (mais recentemente, quem pensa em Goonies, pensa em Samwise Gamgi, ou apenas Sam, para os mais íntimos, como Frodo).
Acho que eu fui mais simpático nesse post. Falei de coisas mais leves e agradáveis. E acho que não fui agressivo
E falei de cinema sem dizer que eu odeio o Kubrick. Ooops! Falei...