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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, TREMEMBE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Cinema e vídeo, meus amigos MSN - f_blasquez@hotmail.com |
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Nossa!
Fiquei muito tempo sem escrever nada aqui. Esse mês foi tão corrido que nem me lembrei de escrever. Mas esses dias aconteceram umas coisas, claro que eu fiquei puto, e claro que pensei em escrever.
Eu acho insuportável gente fechada. Acho que isso já ficou claro aqui. Mas tem gente que consegue superar todas as expectativas. Acha que viver isolada num mundo pseudamente feliz e protegido é a coisa mais legal do universo. Ou acha que dizer que não compactua com a massa é cool. Tipo "eu não ouço rádio", ou "eu não vejo tv". Eu vejo. E gosto. Uma ótima forma de conhecer coisa nova. E também leio tudo o que aparece na minha frente e que chame a minha atenção. Sim, eu leio O Fuxico se eu clicar num link do UOL e for encaminhado pra lá. Adoro fazer testes do iGirl. São hilários, e é divertido saber quem é você no Friends, na atual temporada da Malhação ou que cantora pop é você.
Eu queria entender porque se levar tão a sério. Pra que achar que tudo tem que acrescentar alguma coisa. Acho importante também, mas fazer alguma coisa só por fazer, pelo prazer é tão bom... E aqui entra o que eu já falei em outro post, sobre pessoas que se acham melhores por terem mais coisas. Estava falando sobre isso essa semana, com a Juliana na hora do almoço no AMJO.
A conversa começou com "ninguém escolhe a psicanálise, a psicanálise é que te escolhe". E é verdade. E dá pra expandir isso pra clínica como um todo. Conheci muita gente que queria muito trabalhar em clínica. Até começarem a estagiar em RH. Hoje dizem que não tem a menor vontade de clinicar. Eu fiz psicologia pela clínica, me formei pensando na clínica, e é a única coisa que me atrai, até por achar que RH não tem psicologia em lugar nenhum. Até tem porque tudo tem psicologia, mas não é necessário que um psicólogo seja o responsável. Pelo menos hoje não é mais necessário, depois de tantos absurdos que eu já presenciei em processos seletivos. Ou dá pra pensar também, que da mesma forma que concursos públicos, o RH é a parte da psicologia para aqueles que não são tão capazes. Ou pros que a clínica não selecionou.
Mas voltando da digressão, eu não saberia fazer outra coisa que não fosse na área clínica. E mesmo sem ganhar nada, eu me sinto tão bem fazendo o que eu faço, porque é o que eu realmente gosto. E não saberia viver de outra forma. Poderia, com certeza, ter me esforçado muito mais pra conseguir um emprego certinho. Mas eu não sou certinho, estou cercado de gente não-certinha (tá, tem gente certinha até demais à minha volta, que às vezes me irritam, mas eu relevo). E a vida seria muito chata se as coisas fossem fáceis.
Acho que no fundo, o que tudo isso quer dizer é que eu não vou me vender ao sistema. E, apesar de rir muito de quem diz isso, acho que é verdade. Porque eu não quero fazer parte da engrenagem toda. Quero ter algumas coisas, claro, todo mundo quer. Mas eu escolhi o caminho mais difícil, talvez. E por isso mesmo, por ter escolhido o caminho difícil, é que eu não me levo a sério. E nem poderia. Eu quero fluoxetina, mas não por depressão.